27 de abr. de 2011

A noite que Eu não lembro

Eram umas 22h, me chamaram para sair. Claro, sábado de feriado, eu NUNCA iria negar uma saída. Não sei direito, mas tava saindo para ir beber em algum lugar caro, realmente não está na minha cabeça qual lugar era. Chegando lá, tomei algum drink no balcão, que também não lembro o nome e rachei uma garrafa de Jack com meus irmãos.
Claro que fui dirigindo, mas já tinha largado a chave com um deles, não to afim de morrer dirigindo bêbado por ae. Minha ultima lembrança clara é de um segurança falando comigo, algo sobre uma morena gostosa e um camarote, não sei direito.
Logo depois, na minha ordem cronológica, eu estava em casa com a cabeça deitada no colo de alguem, mas foi nesse meio tempo que a história se dessenrrolou. Como eu não estou lembrado do que aconteceu, conto o que me contaram.
Ela estava na mesma vizinhança que eu naquele dia, e lá pela uma e meia da manhã recebeu uma mensagem minha, aquele papo de bêbado e tal. Sim, Ela foi até o bendito lugar que eu estava, me viu bêbado, escorado em uma parede. Chegou do meu lado, me deu um beijo no pescoço pra ver se eu percebia que Ela estava ali, mas nada mudava.
Não passou muito tempo, e resolveram me levar para casa, claro que no caminho, tiveram declarações de amor que ninguem me contou, alguns vômitos no meio do caminho e bastante sono.
Em casa, pela primeira vez Ela passou uma noite comigo, claro, não era a noite dos sonhos e Ela nem conseguiu durmir. Acordei cedo no outro dia, me convidavam, pelo telefone, para ir a um churrasco. Claro que na minha cabeça, Ela nem estava ali, quando percebi que na cadeira do PC, Ela estava sentada com um livro na mão, algumas memórias vieram a minha cabeça. Ela lia algum romance, não consegui ver a capa, pois assim que acordei, o livro foi parar na bolsa.
Claro, não ia faltar um diálogo engraçado nessa hora, que rolou com umas frases mais ou menos assim:
Ela: Eai bela-adormecida, como foi a noite de sono?
Eu: Não sei direito, parece que um caminhão me acertou, e a tua como foi?
Ela: Que sono guri, tive que ser a babá de alguem nessa noite.
Nesse momento vi um balde ao lado da cama, um copo com água, minha toalha molhada e minha roupa da festa no chão. Sem argumentos, apenas pensava que Ela me devia isso depois daquela noite estranha que já comentei aqui.
Bom, no caminho para a casa dela, me ligaram de novo, falando que o churrasco já estava quase pronto. Ela concerteza não iria, não faz o tipo dela. Na frente da casa, Ela abriu a porta, me olhou e disse:"Estamos quites", fechou a porta e entrou em casa e eu ali, com cara de bobo, de ressaca, não tive muito o que fazer, apenas sorri e concordei com tudo. Ela entrou em casa com o que sobrou da minha garrafa de Jack, uma camiseta minha e uma noite a menos de sono.
Só me restou a lição, um celular e um bêbado não combinam muito bem. E lá se vai, o que pode ser a mulher certa, um passo mais longe de mim, e cada vez que eu acho que a história se encaminha para um final, Deus da uma de escritor de novela e tenta joga-lá de volta na minha vida.

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